Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (6) aponta que 71,7% dos gestores de escolas públicas enfrentam dificuldades para discutir e combater situações de violência no ambiente escolar, como bullying, racismo e capacitismo.
O levantamento foi realizado pela Fundação Carlos Chagas (FCC), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), e ouviu gestores de escolas públicas municipais e estaduais em diferentes estados do país.
Entre os principais desafios apontados estão a dificuldade de diálogo sobre o tema, a aproximação entre escola e famílias e os conflitos nas relações entre estudantes e professores.
O estudo também identificou que muitas situações de violência acabam sendo tratadas como “brincadeiras”, o que pode dificultar o reconhecimento da gravidade dos casos e atrasar intervenções.
Outro ponto destacado pela pesquisa é que mais da metade das escolas ouvidas nunca realizou um diagnóstico estruturado sobre o clima escolar, considerado importante para orientar ações de prevenção e convivência.
De acordo com os pesquisadores, um ambiente escolar mais acolhedor e seguro contribui diretamente para o aprendizado, o desenvolvimento dos estudantes e a redução de conflitos.
A divulgação do levantamento ocorre na mesma semana em que o governo federal retomou um grupo de trabalho voltado ao combate ao bullying e outras formas de preconceito nas escolas.
