Foto: Juliana Lima
Neste mês de novembro, o Ceará voltou a registrar 100% do seu território em condição de seca relativa, segundo a mais recente atualização do Monitor de Secas pela Funceme. Esse cenário representa uma piora hídrica significativa em relação a meses anteriores.
De acordo com os dados, 36,65% do estado está sob seca fraca (S0), enquanto a maioria, 63,34%, concentra-se no nível de seca moderada (S1). Essa situação pode afetar a agricultura, poços, córregos e reservatórios.
A seca fraca (S0) está em maior concentração na porção norte do estado, incluindo Fortaleza e Região Metropolitana, e também em parte do sul cearense. Já a seca moderada (S1) abrange a maior parte do centro-sul.
A Funceme atribui o agravamento ao baixo volume de chuvas acumulado ao longo do segundo semestre. Historicamente, a maior parte da precipitação no Ceará ocorre entre fevereiro e maio, o que torna o momento atual particularmente crítico. Historicamente, a maior parte das chuvas do Ceará se concentra entre fevereiro e maio, o que reforça o período atual como crítico do ponto de vista hídrico e ambiental.
