O Ceará aparece em primeiro lugar no país em número absoluto de identificações de pessoas desaparecidas realizadas por meio de bancos de perfis genéticos. Os dados constam em levantamento divulgado em novembro do ano passado pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).
De acordo com o relatório, a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi o órgão que mais conseguiu identificar pessoas utilizando a comparação genética entre familiares de desaparecidos e restos mortais sem identificação, superando os demais estados brasileiros.
A RIBPG reúne 22 laboratórios forenses distribuídos em 22 estados e é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os relatórios técnicos divulgados anualmente pela rede avaliam o desempenho dos estados no uso da genética forense para identificação humana.
Além de casos envolvendo restos mortais, o trabalho também inclui análises genéticas de pessoas vivas que ainda não possuem identificação civil formal, contribuindo para a regularização documental e o esclarecimento de situações de desaparecimento.
Segundo os dados apresentados, o desempenho do Ceará reflete o uso contínuo do banco de perfis genéticos como ferramenta para auxiliar investigações, reduzir o número de pessoas sem identificação e dar respostas a famílias que aguardam informações sobre parentes desaparecidos.
