A taxa de pré-aprovação de empréstimos pessoais no Brasil atingiu 66,6% em janeiro de 2026, o maior nível da série histórica do Índice Juros Baixos de Empréstimo (IJBE). O resultado representa um crescimento de 8,7 pontos percentuais em 12 meses.
Apesar do avanço, o levantamento mostra que o acesso ao crédito varia significativamente de acordo com o perfil do solicitante. Score de crédito, situação do CPF e ocupação profissional aparecem como fatores mais determinantes para a aprovação do que a região onde a pessoa mora.
Segundo o IJBE, pessoas com score acima de 800 tiveram uma taxa de aprovação 4,7 vezes maior do que aquelas com pontuação abaixo de 500. Apenas 26% dos solicitantes possuem score superior a 700.
A situação do CPF também influencia diretamente. Em janeiro, 46% dos solicitantes tinham alguma restrição, mas somente 19% desse grupo conseguiu aprovação.
O vínculo profissional é outro fator de diferenciação. Trabalhadores com carteira assinada apresentaram uma taxa de aprovação 2,3 vezes maior que a dos trabalhadores informais. Já desempregados tiveram a menor conversão, equivalente a 30% da média nacional.
Regionalmente, o Sudeste concentrou 52,3% das aprovações, seguido pelo Sul (17,7%), Nordeste (13,4%), Centro-Oeste (9,8%) e Norte (5,1%). A taxa de aprovação no Sul foi 2,1 vezes superior à registrada no Nordeste.
O levantamento também aponta que o corte da Selic ainda não teve impacto imediato sobre o custo do crédito. Em março de 2026, a taxa básica caiu para 14,75% ao ano, enquanto o Indicador de Custo do Crédito avançou de 22% para 24,2% ao ano.
Os dados do IJBE foram elaborados a partir de mais de 10 milhões de pedidos processados pela plataforma Juros Baixos.
