O furto de cabos e equipamentos da rede elétrica segue causando prejuízos à população cearense. De acordo com a Enel Distribuição Ceará, cerca de 600 ocorrências foram registradas no primeiro semestre de 2026, afetando o fornecimento de energia para mais de 166 mil clientes em todo o estado.
Desse total, 421 casos envolveram o furto de cabos, com a subtração de aproximadamente 76 quilômetros de condutores de média e baixa tensão. Apenas nos seis primeiros dias de julho, a concessionária contabilizou sete novas ocorrências, sendo seis furtos de cabos e uma tentativa de furto de equipamento, totalizando quase 3,8 quilômetros de cabos roubados.
As ações criminosas ocorreram nos municípios de Aracati, Fortim, Fortaleza, Aquiraz, Beberibe, Eusébio, Baturité e Caucaia, provocando interrupções no fornecimento de energia e exigindo atuação imediata das equipes técnicas para recompor a rede.
Fortaleza lidera o número de ocorrências, com 288 registros entre janeiro e junho, seguida por Aquiraz (45), Camocim (23), Beberibe (21) e Cascavel (17).
Além do furto de cabos, a Enel também identificou um aumento nos casos de vandalismo e furto de equipamentos como transformadores e reguladores de tensão, o que torna os reparos mais complexos e amplia os prejuízos para residências, hospitais, escolas, indústrias e comércios.
Para combater esse tipo de crime, a distribuidora realizou, no primeiro semestre, 33 operações especiais em parceria com as forças de segurança, fiscalizando sucatas e ferros-velhos e efetuando prisões por receptação. Também foram realizadas 183 operações de combate às ligações clandestinas de energia, conhecidas como “gatos”.
A empresa informou ainda que vem investindo em novas tecnologias, como a substituição de cabos de cobre por materiais menos visados pelos criminosos, uso de nanotecnologia para identificação dos cabos furtados e ampliação da automação da rede elétrica para reduzir o tempo de interrupção do serviço.
A Enel reforça que furto e receptação de materiais da rede elétrica são crimes que podem resultar em penas de até oito anos de prisão e orienta a população a denunciar casos suspeitos às autoridades ou pelos canais oficiais da distribuidora.
